LINHA DO TEMPO:

Segue abaixo uma linha do tempo de situações e épocas marcantes durante o caso do sequestro dos uruguaios:


PERSONAGENS:

Lilian Celiberti – Na época do sequestro, tinha 29 anos. Atuava como professora primária e era filiada ao Partido pela Vitória do Povo (PVP), sigla perseguida pela Ditadura Militar. Antes do sequestro, já havia estado na Itália para encontrar seu marido exilado, Hugo Celiberti. Levada ao Uruguai, permaneceu cinco anos na prisão. Até 2008, trabalhava na revista Cotidiano Mujer e atuava em uma ONG.

Universindo Diaz – Também era filiado ao PVP, tinha 27 anos quando foi sequestrado. Antes de vir para Porto Alegre, havia se refugiado no Exterior. Também enviado para o Uruguai, ficou preso por cinco anos. Após conquistar a liberdade, abandonou o curso de Medicina e escolheu a História como formação acadêmica. Hoje trabalha do Departamento de Investigadores da Biblioteca Nacional.

Camilo Celiberti – Filho de Lilian, Camilo tinha oito anos quando ocorreu o sequestro. Foi importante para o caso, já que seu testemunho ajudou na sobrevivência de sua mãe e Universindo. O menino identificou a sede do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), assim como Didi Pedalada, policial envolvido no caso, e Pedro Seelig, delegado responsável. Hoje é cozinheiro e mora em Barcelona, na Espanha.

Francesca Celiberti – A menina tinha apenas três anos em 1978, sendo a mais frágil das vítimas do sequestro. Hoje vive em Montevidéu e trabalha com design gráfico.

Hugo Cores – Anos após o sequestro, ele assumiu ser o responsável pela ligação anônima que avisou Luiz Cláudio Cunha sobre o cativeiro de Lilian e Universindo. Foi o fundador do PVP, sendo preso, torturado e extraditado. Viveu alguns anos no Brasil, retornando para o Uruguai nos anos 1980. Na década de 1990, foi deputado pelo já legalizado PVP. Faleceu em 2006.

Oswaldo Pires – Advogado responsável pela defesa dos acusados pelo sequestro. À época, anunciava que qualquer publicação poderia ser motivação para processos judiciais. Hoje, ainda advoga, sendo um dos maiores criminalistas do Rio Grande do Sul. Em 2009, completou 65 anos de atividades profissionais e é o advogado mais antigo ainda em atividade no estado.

Marco Aurélio Reis – Era o diretor do DOPS e superior de Pedro Seelig. Hoje, está aposentado e reside em Porto Alegre.

João Augusto da Rosa – Conhecido como Irno, era inspetor do DOPS e tinha 27 anos na época do sequestro. Foi ele o policial que tentou mudar sua aparência, para diferenciar-se das definições dadas por Luiz Cláudio Cunha nas reportagens. Ricardo Chaves, fotógrafo da sucursal da Veja em 1978, foi quem descobriu a fraude. Ao fotografar Irno, Kadão observou um corte recente de navalha em seu rosto, demonstrando que ele havia há pouco modificado seu visual.

Jarbas Lima – Deputado estadual pelo Arena em 1978, foi o relator da CPI que investigou o sequestro. Sua conclusão aponta para a inexistência de delitos, já que o conjunto de reportagens de Cunha foi classificado por Lima como sem “serventia jurídica”.

Synval Guazzelli – Advogado, era o governador do Rio Grande do Sul. Nomeado pela Ditadura Militar, primeiramente anunciou como “questão de honra” a solução do caso. Depois, pressionado por autoridades militares, recuou. Morreu em 2001, com 71 anos.

Moacir Danilo Rodrigues – Juiz de Direito, foi quem julgou o processo contra os seqüestradores, em 1980. Foi ameaçado e pressionado durante o andar do processo, e faleceu em 1998, com 55 anos.

Omar Ferri – Ligado à esquerda e defensor dos direitos humanos, foi o advogado de Lilian e Universindo. Desde o início do caso, empenhou-se pela libertação dos uruguaios. Hoje vive em Porto Alegre.

Pedro Seelig – Delegado do DOPS à época, foi quem comandou o sequestro dos uruguaios. Começou sua vida profissional como motorista de ônibus, entrando logo em seguida para a Guarda Civil de Porto Alegre. No processo referente ao caso do sequestro, acabou inocentado por falta de provas. Aposentado, hoje vive em Porto Alegre.

Samuel Gomes Correa – Era o comandante do 3º Exército (atual Comando Militar do Sul) em 1978. Foi ele a principal autoridade a pressionar Guazzelli a não dar continuidade à investigação. Descrito por Luiz Cláudio Cunha como “uma das faces mais duras do regime militar”, ele faleceu em 2007.

João Baptista Figueiredo – Chefe do Serviço Nacional de Informações, era o sucessor de Geisel à época do sequestro, e já havia assumido a presidência quando do desenrolar do caso. Enviou seu sucessor no SNI para o Rio Grande do Sul, na tentativa de não alarmar a crise. Morreu em 1999, com 81 anos.

Orandir Portassi Lucas – Conhecido como Didi Pedalada, foi atacante do Internacional. Contudo, sua fama foi maior como inspetor do DOPS e agente envolvido no sequestro dos uruguaios. Foi condenado por seguir as ordens de Seelig. Faleceu em 2005, com 60 anos.

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